A Receita Federal gerou, em 31 de julho de 2026, o primeiro CNPJ em formato alfanumérico do Brasil. A novidade marca o início efetivo da implantação do novo modelo de identificação cadastral das pessoas jurídicas.

A primeira inscrição emitida nesse formato pertence a uma filial do Banco do Brasil S.A. e recebeu o número 00.000.000/E08G-12.

Com o novo padrão, o CNPJ poderá combinar letras e números, ampliando significativamente a quantidade de inscrições disponíveis e garantindo a continuidade do cadastro durante as próximas décadas.

Por que o CNPJ passou a ter letras?

O modelo tradicional de CNPJ utiliza apenas caracteres numéricos. Com o crescimento da quantidade de empresas, filiais e demais pessoas jurídicas registradas no país, tornou-se necessário ampliar as possibilidades de geração de novas inscrições.

A utilização de caracteres alfanuméricos aumenta a capacidade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e prepara o sistema para acompanhar a expansão da atividade econômica brasileira e as mudanças relacionadas à Reforma Tributária do Consumo.

Como fica o novo formato?

O CNPJ continuará possuindo 14 posições e mantendo a máscara visual já conhecida pelas empresas.

A diferença é que algumas posições poderão conter letras e números. Um exemplo de inscrição alfanumérica é:

00.000.000/E08G-12

O novo modelo não significa que todos os CNPJs emitidos a partir de agora necessariamente terão letras. Durante o período de transição, a Receita Federal ainda poderá gerar inscrições exclusivamente numéricas.

Os CNPJs atuais serão alterados?

Não. As empresas que já possuem CNPJ continuarão utilizando exatamente o mesmo número.

Os CNPJs emitidos anteriormente permanecem válidos e não precisam ser substituídos. Também não será necessário solicitar recadastramento apenas por causa da implantação do novo formato.

Na prática, os CNPJs numéricos e alfanuméricos passarão a coexistir.

O que muda para as empresas?

A principal preocupação das empresas deve estar na compatibilidade de seus sistemas com o novo formato.

Muitos cadastros, bancos de dados e integrações foram desenvolvidos considerando que o CNPJ seria sempre composto exclusivamente por números. Esses ambientes precisam ser revisados para aceitar também caracteres alfabéticos.

Entre os pontos que devem ser verificados estão:

  • cadastros de clientes, fornecedores e parceiros;
  • sistemas de emissão e recebimento de documentos fiscais;
  • ERPs e softwares contábeis;
  • sistemas de faturamento e cobrança;
  • formulários de sites e aplicativos;
  • integrações entre sistemas e bases de dados;
  • importação e exportação de arquivos;
  • regras de validação do CNPJ;
  • campos de bancos de dados configurados apenas como numéricos.

Quais problemas podem ocorrer?

Um sistema que aceita somente números poderá impedir o cadastro de uma empresa que tenha recebido um CNPJ alfanumérico.

Isso pode provocar problemas como:

  • bloqueio no cadastro de novos clientes ou fornecedores;
  • falhas na emissão de documentos fiscais;
  • rejeições em integrações;
  • erros na importação de documentos;
  • perda de caracteres durante o armazenamento;
  • falhas em consultas realizadas pelo CNPJ;
  • interrupções em processos de faturamento e cobrança.

A adaptação não deve se limitar à máscara exibida na tela. Também é necessário revisar o formato utilizado no banco de dados, as funções de validação, as APIs e todas as rotinas que utilizam o CNPJ como identificador.

A implantação será gradual

Segundo a Receita Federal, os novos CNPJs alfanuméricos serão emitidos gradualmente durante 2026, inicialmente para um número reduzido de empresas.

O órgão continuará monitorando o funcionamento do novo modelo e sua integração com os ambientes internos e externos que utilizam o CNPJ.

Mesmo que uma empresa ainda não tenha recebido documentos com o novo formato, é importante concluir os testes e as adaptações necessárias. Um cliente ou fornecedor com CNPJ alfanumérico poderá precisar ser cadastrado a qualquer momento.

Didata acompanha as mudanças fiscais

A implantação do CNPJ alfanumérico representa uma mudança importante para o ambiente empresarial e tecnológico brasileiro.

A Didata acompanha as atualizações fiscais e cadastrais para manter seus processos de emissão fiscal, gestão empresarial e integração de dados preparados para as novas exigências.

Manter o sistema atualizado é essencial para evitar rejeições, falhas cadastrais e interrupções nas operações da empresa.

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Fonte: Receita Federal do Brasil — Receita Federal gera o primeiro CNPJ em formato alfanumérico.

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