A Reforma Tributária do Consumo entrou em uma nova fase de implementação e agosto de 2026 se tornou um período importante para empresas, contadores e fornecedores de sistemas de gestão.
As mudanças relacionadas ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) começam a aparecer cada vez mais nos documentos fiscais e nos processos das empresas.
Na prática, a Reforma Tributária deixou de ser apenas um assunto para o futuro. Empresas precisam revisar agora seus sistemas, cadastros fiscais, parametrizações e processos internos para evitar problemas nas próximas etapas da transição.
Seu sistema de gestão está preparado para IBS e CBS?
Um dos primeiros pontos que as empresas precisam verificar é o software utilizado para emissão dos documentos fiscais.
Os novos leiautes incorporam informações relacionadas ao IBS e à CBS, exigindo atualizações em ERPs, emissores fiscais e integrações.
O cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos estabelece etapas específicas para documentos como:
- NF-e;
- NFC-e;
- CT-e;
- MDF-e;
- NFS-e;
- entre outros documentos eletrônicos.
Durante o período de adaptação, algumas validações foram flexibilizadas para evitar a rejeição automática de determinados documentos apenas pela ausência de informações relacionadas ao IBS e à CBS.
Entretanto, essa flexibilização não deve ser interpretada como motivo para adiar a atualização.
O período atual deve ser utilizado para testar os novos processos, identificar inconsistências e preparar a operação antes que as novas regras sejam aplicadas de maneira mais ampla.
Cadastros de produtos e serviços também precisam ser revisados
Atualizar o emissor de notas fiscais é apenas uma parte do processo.
As empresas também precisam revisar as informações utilizadas pelo ERP para determinar corretamente a tributação de cada operação.
Entre os principais pontos que merecem atenção estão:
- cadastro de produtos e serviços;
- classificações fiscais;
- natureza das operações;
- regras tributárias;
- parametrizações fiscais;
- cadastro de clientes e fornecedores;
- configurações utilizadas na emissão dos documentos fiscais.
Um sistema atualizado utilizando um cadastro incorreto continuará produzindo informações incorretas.
Por isso, a adaptação à Reforma Tributária precisa envolver conjuntamente empresa, contabilidade e sistema de gestão.
NFS-e também entra em uma nova etapa
As empresas prestadoras de serviços precisam acompanhar com atenção as mudanças relacionadas à Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e).
O cronograma de implementação prevê novas etapas durante 2026 para inclusão das informações relacionadas ao novo modelo tributário.
Para operações de prestação de serviços em geral sujeitas ao ISS, uma das principais etapas está prevista para 1º de outubro de 2026.
Outros tipos específicos de operações possuem cronogramas próprios, incluindo determinadas atividades relacionadas a plataformas digitais, locações e outros fornecimentos.
Um ponto importante é que, durante o período de transição, a ausência dessas informações pode não provocar automaticamente a rejeição da NFS-e.
Isso, porém, não significa necessariamente que a empresa esteja totalmente adequada às novas regras.
Uma nota autorizada não significa, por si só, que a operação esteja em conformidade com todas as exigências da Reforma Tributária.
E as empresas do Simples Nacional?
Os contribuintes optantes pelo Simples Nacional possuem um calendário diferenciado para determinadas exigências relacionadas ao IBS e à CBS.
Para esses contribuintes, documentos como NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e possuem etapas relevantes previstas para 1º de janeiro de 2027.
Isso oferece um período adicional de adaptação, mas não significa que as empresas devam esperar a chegada de 2027 para começar a se preparar.
Cadastros, sistemas, integrações e procedimentos internos precisam ser revisados antecipadamente.
A Reforma Tributária vai muito além da emissão da nota
Um dos maiores erros que uma empresa pode cometer é tratar a Reforma Tributária apenas como uma mudança no XML da nota fiscal.
O impacto pode alcançar praticamente toda a operação.
Faturamento
As regras utilizadas na emissão dos documentos fiscais precisarão acompanhar o novo modelo de tributação.
Compras
Os documentos recebidos dos fornecedores e sua classificação fiscal também passam a exigir maior atenção.
Financeiro
Tributação, preços, custos, margens e fluxo de caixa estão diretamente relacionados. Mudanças tributárias podem gerar reflexos importantes na gestão financeira da empresa.
Contabilidade
A transição exigirá acompanhamento constante das novas regras, classificações e procedimentos de escrituração.
Tecnologia
ERPs, emissores fiscais, APIs e integrações precisarão acompanhar continuamente as Notas Técnicas, novos leiautes e regras de validação.
Empresa, contador e sistema precisam trabalhar juntos
A Reforma Tributária reforça a importância da integração entre a empresa e sua contabilidade.
Enquanto o contador acompanha legislação, enquadramentos e regras tributárias, o sistema de gestão precisa transformar essas definições em processos operacionais corretos.
Quanto maior a integração entre empresa, contabilidade e tecnologia, menor tende a ser o risco de inconsistências durante a transição.
A preparação, portanto, envolve muito mais do que simplesmente aguardar uma atualização automática do emissor de notas.
O que sua empresa deve revisar agora?
Agosto é um bom momento para realizar um verdadeiro check-up fiscal e tecnológico da empresa.
Confira alguns pontos importantes:
- Seu ERP já está preparado para receber as mudanças relacionadas ao IBS e à CBS?
- Os novos leiautes dos documentos fiscais estão sendo acompanhados?
- Os cadastros de produtos e serviços estão atualizados?
- As regras tributárias utilizadas pelo sistema foram revisadas?
- A equipe financeira e fiscal conhece as principais mudanças?
- A contabilidade está alinhada com os procedimentos adotados no sistema?
- As integrações fiscais e contábeis estão preparadas para os novos dados?
Não deixe a adequação para a última hora
A implementação da Reforma Tributária será gradual e continuará produzindo mudanças ao longo dos próximos anos.
Por isso, deixar toda a adaptação para próximo das datas obrigatórias pode transformar uma mudança planejada em um problema operacional.
O momento atual deve ser utilizado para revisar cadastros, atualizar sistemas, testar processos e alinhar procedimentos com a contabilidade.
Tecnologia será essencial nessa transição
Empresas que utilizam sistemas de gestão integrados terão uma vantagem importante durante esse processo.
Centralizar emissão fiscal, financeiro, estoque, compras, vendas e outras informações da operação reduz controles paralelos e facilita a adaptação às novas regras.
O Didata acompanha a evolução da legislação fiscal e dos documentos fiscais eletrônicos para adaptar seus recursos às novas exigências da Reforma Tributária.
Mais do que emitir documentos fiscais, a tecnologia precisa ajudar empresas a transformar mudanças tributárias em processos mais simples, organizados e seguros.
Reforma Tributária não é apenas uma mudança de imposto. É uma mudança na forma como empresas, contadores e sistemas irão trabalhar juntos.
Didata. Simplifique, automatize, evolua.
Fontes: Receita Federal do Brasil, Comitê Gestor do IBS, Portal Nacional da NFS-e e Portal Contábeis. Informações consultadas em agosto de 2026.
Pronto para simplificar sua gestão fiscal?
Teste o Didata gratuitamente. NF-e, CT-e, MDF-e, NFS-e e SPED em um único sistema, sem instalação.
Começar teste grátis